REGRA DE SÃO BENTO

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Obra fundamental de São Bento é a Regra que, constando de uma introdução ou prólogo e de 73 capítulos, sintetiza o itinerário espiritual de conversão a Deus por meio da obediência (à qual é dedicado o 5° capítulo), tendo Cristo como guia cujo amor deve estar acima de toda coisa (cf. os capítulos 4, 2, 72). É notável a insistência sobre a humildade, da qual provém a disponibilidade total em conformar a própria vontade com a de Deus.

A comunidade cenobítica no ideal de São Bento se fundamenta na autoridade do abade. Com efeito, os monges se submetem a ele, vinculados pelo voto de estabilidade no próprio mosteiro. Na espiritualidade beneditina são essenciais: a celebração do Ofício Divino e da Eucaristia, e a síntese equilibrada entre oração e trabalho, sobretudo o manual, e também o intelectual, centrado na leitura dos textos sagrados (cf. o capítulo 48).

As fontes da Regra beneditina podem ser identificadas, antes de mais nada, na Escritura e, depois, em São Pacômio, em São Basílio, na Vitae Patrum, em Santo Agostinho, Cassiano, etc. Permanece ainda aberta a questão muito discutida sobre a relação entre a Regra beneditina e a Regula Magistri, a qual, segundo a opinião tradicional, lhe seria posterior, ao passo que vários estudiosos a consideram, ao contrário, anterior à primeira. O mérito principal da Regra de São Bento parece consistir, sobretudo, no fato de ter realizado uma síntese completa das experiências monásticas precedentes, manifestando grande sabedoria, moderação e equilíbrio na organização da vida cenobítica.

Para mais informações acerca das fontes e das características da Regra de São Bento, consulte a Introdução de autoria de Dom Basilius Steidle, constante da 4a edição da Regra de São Bento Latim/Português, publicada pelas Edições Lumen Christi.