HOMILIAS

SOLENIDADE DE CRISTO REI DO UNIVERSO - A (DOM ANSELMO, OSB)

22/11/2020 - Celebramos neste domingo a solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, instituída pelo Papa Pio XI no Ano Santo de 1925, para recordar o XVI centenário da profissão de fé elaborada pelo Concílio de Nicéia. Este mesmo Concílio proclamou que Jesus é “Filho unigênito do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas...”. Naquela ocasião, o Papa marcou a solenidade para o domingo antes da festa de Todos os Santos, para certificar que Jesus Cristo, rei e centro de todo o universo, é o centro e o coroamento da multidão dos santos. Na reforma litúrgica feita em decorrência do Concílio Vaticano II, a festa foi remanejada para o último domingo do ano litúrgico, ainda com o sentido de glorioso coroamento. Nesse contexto, o início e o fim do ano litúrgico se entrelaçam de modo profundamente teológico: começamos o ano litúrgico preparando os nossos corações para acolher o “Menino” que, na verdade, é “Rei”; terminamos o mesmo ano litúrgico celebrando a realeza do Ressuscitado e esperando a sua segunda vinda como “Rei dos séculos”. Do início ao fim do ano litúrgico é, na verdade, a realeza do Senhor Jesus que nos é recordada.

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XXXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

15/11/2020 - O trecho evangélico escolhido para este domingo é a parábola dos talentos. O texto nos diz que um homem, ao ausentar-se para uma viagem, distribuiu talentos a três servos, para que tomassem conta deles e os fizessem frutificar. A um deu cinco talentos, a outro, dois; e a um terceiro, apenas um talento. O talento era uma antiga moeda romana, de grande valor. Cada talento correspondia a um salário de vinte anos de trabalho de um operário comum; algo semelhante a 35 quilos de ouro; portanto, uma grande quantia. Logo, mesmo aquele que recebeu só um talento, recebeu uma enorme quantia; o que sublinha a imensa generosidade de Deus nos seus dons. A cada um ele os deu “conforme a sua capacidade” (v. 15), para que esses dons pudessem ser desenvolvidos e usados para fazer o bem a si mesmo, aos outros e ao Reino de Deus.

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XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM -A (DOM ANSELMO, OSB)

8/11/2020 - O texto Evangélico deste domingo nos convida a refletir sobre a Parábola das dez virgens. Elas traziam em suas mãos as lâmpadas acesas; ou seja, pequenas lamparinas com pavios alimentados a óleo e servia como uma tocha para iluminar o caminho. As dez virgens são divididas em dois grupos: “Cinco delas eram insensatas e cinco prudentes” (v. 2). Nos vv. 4 e 5 aparece já o modo de agir dos dois grupos. As insensatas pensam apenas no momento presente. Enchem as suas lâmpadas com óleo, mas não se preocupam de levar uma reserva de óleo (v. 4). As prudentes, ao contrário, contam com a possibilidade de atrasos e contratempos e levam uma reserva de óleo nos vasos. Na literatura sapiencial, o prudente é aquele que age de acordo com as exigências de Deus; o insensato, ao contrário, age conforme a sua cabeça.

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SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS - A

1º/11/2020 - Iniciamos o mês de novembro com a solenidade de Todos os Santos. O nosso coração e o nosso pensamento se voltam para muitos homens e mulheres que souberam viver uma profunda unidade com Deus. É um dia em que recordamos não apenas os santos canonizados, muitos deles já têm a sua festa própria ao longo do ano, mas, sobretudo, os santos anônimos e desconhecidos. Abrange todos aqueles que foram justificados pela fé em Cristo. Recordamos aqueles que vivem para sempre diante de Deus.

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XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

25/10/2020 - O domingo é o dia litúrgico por excelência, no qual os fiéis se reúnem para lembrar a paixão, a ressurreição e a glória do Senhor Jesus e dar graças a Deus, escutando a Palavra e participando da Eucaristia (cf. SC 106). A conservação e a alimentação da fé estão ligadas à participação da celebração Eucarística, que deve ser sempre o centro da comunidade paroquial dos fiéis (cf. CIC, cân. 528).

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XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

18/10/2020 - O evangelho deste domingo nos fala sobre a legitimidade do tributo a pagar a César, que contém a conhecida resposta de Jesus: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21). Com efeito, os interlocutores de Jesus, discípulos dos fariseus e herodianos, fizeram-lhe uma pergunta: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” (v. 16-17).

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XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

11/10/2020 - A liturgia da Palavra deste domingo utiliza a imagem do banquete para descrever a comunhão que Deus deseja estabelecer com todos. No ambiente sóciocultural do mundo bíblico, o banquete manifesta o momento da partilha, da convivência, da comunhão e do estabelecimento de laços familiares entre os convivas. Além de um acontecimento social, o banquete tem frequentemente, uma dimensão religiosa. Os banquetes sagrados celebram e potenciam a comunhão entre Deus e os fiéis, como nos relatam as passagens bíblicas dos sacrifícios de comunhão celebrados no Templo de Jerusalém (cf. Lv 3).

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XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

4/10/2020 - O simbolismo da vinha era muito usado pelos profetas e sábios do Antigo Testamento, certamente, porque esta era uma das características da região de Israel, singularmente caracterizada pelo cultivo da videira. A imagem da vinha descreve com frequência na Sagrada Escritura, o projeto divino de salvação e se apresenta como uma significativa alegoria da aliança de Deus com o seu povo. No Antigo Testamento, a vinha é também imagem do amor para com o próximo e da solidariedade para com o outro (cf. Ex 23,11; Dt 24,21; Dt 23, 24; Lv 25,3), concretizado em ações que resultam no interesse do homem para consigo e para com o próximo. O próprio Evangelho é o vinho novo, fervilhante de vida, que Jesus vai colocar nos odres novos dos corações renovados pela sua pregação. A vinha aparece ainda como símbolo do povo que o Senhor escolheu. Assim como a vinha, o homem exige cuidado, atenção e requer uma dedicação paciente e fiel. É deste modo que Deus age com cada um de nós e é, também, assim que devemos agir com as pessoas, no âmbito do convívio fraterno.

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XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

27/09/2020 - O texto evangélico deste domingo nos apresenta uma cena ocorrida na cidade de Jerusalém, onde os líderes judeus encontraram Jesus no Templo e perguntaram a Ele com que autoridade agia e quais eram as suas credenciais (cf. Mt 21,23-27). Jesus responde convidando-os a pronunciarem-se sobre a origem do batismo de João. Os líderes judaicos não quiseram responder, pois se dissessem que João Batista não vinha de Deus, temiam a reação da multidão, por ser considerado por muitos como um profeta; se admitissem que o batismo de João viesse de Deus, temiam eles um questionamento de Jesus acerca da não aceitação da sua mensagem. Na sequência, Jesus apresenta três parábolas, destinadas a ilustrar a recusa de Israel em acolher a proposta de salvação.

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XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - A (DOM ANSELMO, OSB)

20/09/2020 - No Evangelho deste Domingo, Jesus conta aos seus discípulos a parábola dos trabalhadores da vinha. A parábola fala de um proprietário de vinha que saiu a contratar trabalhadores para a sua vinha. Saiu logo de manhã cedo e contratou alguns que encontrou, prometendo dar a eles, no fim do dia, o pagamento de um denário, o que equivale a uma moeda de prata, que era o salário normal para um dia de trabalho. Este proprietário saiu novamente na hora terceira e contratou mais outros que estavam na praça, com a mesma promessa de dar a eles o que fosse justo. Saiu de novo à hora sexta e à hora nona e contratou mais outros, com a mesma promessa: pagaria o que fosse justo. Já quase no fim do dia, à décima primeira hora, que corresponde ao horário das cinco da tarde, saiu e encontrou outros que estavam ainda na praça sem trabalho, uma vez que ninguém os convocara, e os mandou também para a sua vinha.

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