HOMILIAS

XXIV DOMINDO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

15/09/2019 - Para este domingo a liturgia da Palavra propõe à nossa meditação o capítulo 15 do Evangelho de Lucas, uma das páginas mais profundas e comoventes de toda Sagrada Escritura. É belo pensar que no mundo inteiro, onde a comunidade cristã se reúne para celebrar a Eucaristia dominical, ressoa neste dia esta Boa Nova de verdade e de salvação: Deus é amor misericordioso. O evangelista São Lucas recolheu neste capítulo três parábolas sobre a misericórdia divina: as duas mais breves são as parábolas da ovelha desgarrada e da moeda perdida (cf. Lc 15,1-10); a terceira, a mais longa, é a conhecida parábola do Pai misericordioso, também habitualmente chamada de parábola do filho pródigo.

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SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA DO MONSERRATE - C (DOM JOSÉ, OSB)

8/09/2019 - São João Damasceno, grande monge do sec. VIII, Doutor da Igreja, maravilhosamente sugeriu o caráter da solenidade de hoje quando a denominou: “O dia natal da alegria universal”. A Natividade de Nossa Senhora, o chamado Natal de setembro, é para nós como uma radiosa aurora que traz a promessa do grande dia que virá a 25 de dezembro. Historicamente, e conforme a nossa maneira humana de calcular o tempo, é o começo da Redenção.

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XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM JOSÉ, OSB)

1º/09/2019 - A palavra de Deus de hoje gira em torno desta frase do Evangelho: “Quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”. A I leitura, do Eclesiástico, é um prelúdio a este tema: “Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor... ele é glorificado pelos humildes”. – Este ensinamento sobre a humildade se traduz em imagens concretas na parábola evangélica dos lugares à mesa. Jesus não dá uma simples norma de comportamento à mesa ou de sabedoria humana. Em sua boca, esta palavra, em si de sabedoria natural, torna-se palavra de vida eterna. O banquete, a festa de casamento, de que fala, é o banquete escatológico; entre a escolha do lugar de parte dos convidados e a intervenção do dono da casa, que convida a avançar ou retroceder, existe no meio o salto desta para a outra vida; está no meio o juízo final. A relação não é entre dois homens, mas de fato entre o homem e Deus.

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XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

1/09/2019 - Para este domingo a Liturgia da Palavra nos propõe uma reflexão sobre alguns valores importantes para o nosso quotidiano: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado... Na primeira leitura, tirada do Livro do Eclesiástico (cf. Eclo 3,19-21.30-31), a humildade é enfatizada como um caminho agradável a Deus, que proporciona ao homem êxito e felicidade. O texto nos apresenta uma instrução de um pai ao seu filho, na qual mostra a humildade como uma das qualidades fundamentais que todos nós devemos cultivar. É na humildade e na simplicidade que reside o segredo da sabedoria e do bem.

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XXI DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

25/08/2019 - O Evangelho deste domingo nos convida a meditar sobre o tema da salvação. Jesus está em direção à cidade de Jerusalém e, ao longo do caminho, alguém aproxima-se dele e o interroga: “Senhor, são poucos os homens que se salvam?” (v. 23). Uma pergunta que sempre aparece na curiosidade dos que refletem sobre a vida eterna: são muitos ou poucos os que se salvam? Este interrogar-se pela salvação e desejar a vida eterna é consequência lógica da nossa fé na vida futura, que é também o objeto de nossa esperança.

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SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA - C (DOM ANSELMO, OSB)

18/08/2019 - Neste domingo celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, uma verdade que a Igreja professou desde os primeiros séculos, proclamada como dogma pelo Papa Pio XII em 1950, com a bula “Munificentissimus Deus”, onde declarava ser este dogma “revelado por Deus que a imaculada Mãe de Deus, a Virgem Maria, tendo terminado o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (DS 3903). Ao proclamar a Assunção da Virgem Maria, o Papa Pio XII ressaltou, implicitamente, a dignidade do corpo humano. O homem chega à glória da eternidade, quando sabe valer-se dos órgãos do corpo terreno para fazer o bem, para estar a serviço de Deus e dos irmãos, foi isto que levou Maria à glorificação final. Todos nós podemos e devemos fazer o mesmo. Guardar a dignidade do corpo na terra, para que Deus o glorifique no céu.

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XIX DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

11/08/2019 - A Palavra de Deus que a liturgia deste domingo nos propõe, exorta cada um de nós à vigilância. Jesus começa dirigindo uma admoestação aos seus discípulos, dizendo: “Não temas...”. Eles sentem medo. Sabem que são poucos e fracos diante de um mundo hostil.

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XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

04/08/2019 - O Evangelho deste domingo nos recorda precisamente o erro de basear a própria felicidade na posse dos bens terrenos. O ensinamento de Jesus é introduzido pelo pedido de uma pessoa do meio da multidão: "Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12, 13). Alguém queixa-se a Jesus porque o irmão não quer repartir com ele a herança. Segundo as tradições judaicas, o filho primogênito de uma família de dois irmãos recebia dois terços das possessões paternas (cf. Dt 21,17). É possível que só fossem repartidos os bens móveis e que, para guardar intacto o patrimônio da família, a casa e as terras fossem atribuídas ao primogênito. O homem que interpela Jesus é, provavelmente, o irmão mais novo, que ainda não tinha recebido a sua parte. Era frequente naquele tempo, que os rabinos assumissem o papel de juízes em casos similares.

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XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

28/07/2019 - O Evangelho deste domingo nos apresenta Jesus recolhido em oração. Ele tinha o costume de passar noites e noites em oração; horas e horas em intimidade com o Senhor. Em todos os momentos da vida Jesus estava rezando. Ele fazia da sua vida uma oração e da oração a sua vida. Este exemplo de Cristo despertou em um dos seus discípulos o desejo de aprender a rezar como ele, por isto lhe disse: "Senhor, ensina-nos a orar" (Lc 11,1), e Jesus respondeu: "Quando orardes, dizei: Pai Nosso...". E ensinou a eles a oração do Pai Nosso (cf. Lc 11, 2-4).

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XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - C (DOM ANSELMO, OSB)

21/07/2019 - O Evangelho deste domingo traz um relato onde sobressaem duas mulheres, que são duas irmãs, Marta e Maria, e vivem em Betânia com o irmão Lázaro, que, neste relato, não aparece. Jesus passa por esta aldeia e, segundo o texto, fica hospedado na casa de Marta. Este pormenor dá a entender que, das duas, Marta é a mais idosa, a que governa a casa. Como de fato, depois de Jesus ter entrado, Maria senta-se aos seus pés e o escuta, enquanto Marta estava atarefada com muitos serviços, certamente devido à presença do ilustre hóspede.

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